Os ativos financeiros argentinos fecharam majoritariamente em alta em 6 de outubro de 2026, em uma sessão marcada pela melhora dos títulos em dólares e uma nova queda do risco país, que ficou em 573 pontos básicos. O recuo prolongou a tendência iniciada no dia anterior, embora as coberturas tenham descrito diferenças na magnitude das altas de ações e dívida.
Os títulos estenderam a recuperação
Os títulos soberanos argentinos em dólares avançaram em média cerca de 1%, segundo a cobertura do Infobae. Outros veículos informaram altas de até 1,2% ou aumentos mais pronunciados em alguns papéis. O indicador de risco país, que reflete a diferença de rendimento entre a dívida argentina e títulos comparáveis dos Estados Unidos, caiu pela segunda sessão consecutiva.
A queda seguiu a baixa registrada na segunda-feira, após o primeiro turno eleitoral no Brasil, no qual Flávio Bolsonaro se impôs. As coberturas apontaram que o resultado foi interpretado favoravelmente pelos investidores e beneficiou os ativos da região. O Infobae registrou que o indicador havia atingido 655 pontos básicos na sexta-feira anterior e que fechou em 599 pontos na segunda-feira.
O movimento do segundo dia também coincidiu com sinais mais favoráveis nos mercados internacionais. Analistas da PPI, citados nas coberturas, atribuíram parte do impulso à recuperação dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e à queda de seus rendimentos. Também mencionaram o recuo inicial do petróleo e uma melhora do apetite global por ativos de risco; o petróleo, no entanto, terminou a sessão com uma alta moderada, segundo o Infobae.
Ações: avanços em Wall Street e Buenos Aires
Nos Estados Unidos, os principais índices avançaram e o Nasdaq atingiu um novo máximo histórico. As coberturas vincularam o otimismo em Wall Street às expectativas sobre resultados corporativos e ao impulso das empresas de tecnologia associadas à inteligência artificial.
Em Buenos Aires, o S&P Merval terminou em terreno positivo. O Infobae informou uma alta de 1%, enquanto outras coberturas registraram avanços menores. Entre os ativos argentinos negociados em Nova York, os resultados foram mistos: a IRSA apareceu entre as empresas com ganhos destacados, mas as variações diferiram conforme o papel e a cobertura.
O movimento regional também teve nuances. Após o forte avanço da segunda-feira, o índice Bovespa brasileiro recuou na sessão de terça-feira, de acordo com o Infobae. O economista Gustavo Ber, citado por esse veículo, descreveu a pausa das ações brasileiras e apontou que os títulos argentinos buscavam prolongar sua recuperação, enquanto as ações locais mostravam movimentos mais moderados.
Dólar estável e compras do Banco Central
No mercado cambial argentino, o dólar ao público manteve-se em $1.540 no Banco Nación e o atacadista fechou em torno de $1.520, segundo as coberturas. O Infobae informou que o Banco Central comprou US$ 41 milhões no mercado atacadista. Também apontou que o real brasileiro se valorizou e que o dólar no Brasil cotou perto de 4,98 reais.
Esses dados descrevem a sessão, mas não permitem atribuir a estabilidade cambial a um único fator. A melhora do real coincidiu com os movimentos locais, enquanto as compras do Banco Central ocorreram no mesmo contexto de mercado.
A sessão mostrou como os preços dos ativos argentinos podem responder a uma combinação de fatores domésticos, regionais e internacionais. A queda do risco país e as altas dos títulos refletiram uma melhora pontual na percepção de mercado; por si só, não estabelecem uma tendência duradoura nem antecipam o comportamento futuro da dívida, das ações ou da taxa de câmbio. As cifras correspondem à sessão de 6 de outubro e podem variar entre coberturas devido a diferenças de fechamento e de instrumentos observados.