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Notícia · España

A empresa familiar pede moderação e acordos duradouros perante as eleições

No congresso do Instituto da Empresa Familiar, Eloi Planes pediu diálogo e estabilidade para abordar desafios como a habitação e as infraestruturas. As crónicas descrevem uma boa receção a Alberto Núñez Feijóo, mas as preferências recolhidas entre os participantes não representam o conjunto do empresariado.

Dois balões de fala, um azul-escuro e outro claro, encaixam-se sobre uma base de pedra; ao fundo aparecem uma casa de madeira e um viaduto com arcos.
Ilustração conceptual gerada por IA · Edition Business

O anúncio de eleições gerais para 29 de novembro marcou a inauguração do XXIX Congresso Nacional de Empresa Familiar, realizado em Madrid. Nesse contexto, Eloi Planes, presidente do Instituto da Empresa Familiar (IEF) e da Fluidra, instou os partidos a darem prioridade ao diálogo, à moderação e a acordos que possam manter-se para além de uma legislatura.

Planes assinalou que questões como a educação, a habitação e as infraestruturas exigem continuidade. Defendeu também que as empresas sejam reconhecidas como parte da solução para os desafios do país e pediu condições que, na sua opinião, favoreçam o investimento: uma fiscalidade competitiva, um quadro jurídico estável e confiança.

Reações distintas perante o anúncio eleitoral

A convocação foi conhecida no mesmo dia em que se esperava a intervenção do presidente do Governo, Pedro Sánchez, que acabou por não comparecer no congresso. As crónicas descrevem reações contidas entre os participantes e referem que alguns consideravam necessário desbloquear a situação política. A ausência foi lamentada por membros da direção do IEF que, segundo uma das notícias, tinham preparado a sua intervenção durante semanas.

O líder do PP, Alberto Núñez Feijóo, participou no encontro. A sua intervenção foi aplaudida, embora uma crónica observe que os aplausos foram menos prolongados no final do que no início. Os participantes consultados destacaram os seus argumentos, mas também apontaram dificuldades em estabelecer ligação com o público. Entre as propostas que apresentou figuram medidas sobre habitação, impostos, infraestruturas e absentismo laboral; são compromissos apresentados pelo dirigente, não decisões adotadas.

Uma das coberturas refere que os empresários consultados se inclinavam para Feijóo, mas manifestavam reservas perante a possibilidade de um eventual governo de coligação com o Vox incorporar políticas intervencionistas. Essa avaliação provém das pessoas consultadas por esse meio de comunicação e não constitui uma posição unânime nem uma medição representativa do empresariado espanhol.

Estabilidade política e agenda económica

As exigências de estabilidade também surgiram fora do discurso do IEF. A Pimec pediu responsabilidade e uma agenda económica centrada nas PME e nos trabalhadores independentes, enquanto o Círculo de Empresários avaliou positivamente a convocação. Por sua vez, os sindicatos associaram o avanço eleitoral ao bloqueio parlamentar e defenderam que as urnas permitam formar um Parlamento capaz de aprovar políticas.

O congresso deixou, assim, dois planos distintos: por um lado, um pedido institucional de acordos duradouros para enfrentar problemas estruturais; por outro, opiniões políticas diversas recolhidas entre participantes e organizações. A convocação eleitoral e a receção aos candidatos fornecem contexto, mas não permitem atribuir uma preferência comum às empresas familiares.

Fontes e metodologia

  1. Los empresarios se posicionan ante las próximas elecciones: "Sí a Feijóo, pero cuidado con la política intervencionista de Vox" ↗Invertia
  2. Los empresarios piden al nuevo gobierno mirada larga ... ↗www.lavanguardia.com
  3. La empresa familiar pide moderación ante las elecciones ↗elpais.com
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