A 26.ª Cúpula Global do World Travel & Tourism Council (WTTC) começou em 7 de outubro em Valletta, Malta, com uma agenda dedicada às mudanças que estão redefinindo o turismo internacional. O encontro, que se estendeu até 9 de outubro sob o lema FUTU[RE]SET, reuniu mais de 1.000 delegados de mais de 100 países, entre eles mais de 200 executivos empresariais.
A abertura incluiu uma coletiva de imprensa diante de jornalistas internacionais. A agenda oficial da cúpula começou no dia seguinte e abordou inteligência artificial, transformação tecnológica, investimento, conectividade, sustentabilidade, talentos, geopolítica e novas expectativas dos viajantes.
O WTTC apresenta suas previsões para o setor
Na abertura, a presidente e CEO do WTTC, Gloria Guevara, apresentou dados da organização sobre a contribuição econômica das viagens e do turismo. Segundo seus dados, o setor contribuiu com US$ 11,6 trilhões para a economia mundial em 2025, o equivalente a 9,8% do PIB global, e sustentou 366 milhões de empregos.
Para 2026, o WTTC projeta um crescimento de 2,5% para o setor em escala mundial e de 3,1% na Europa. A organização também prevê que os gastos dos visitantes internacionais na Europa aumentem 5,8%. São previsões, não resultados já registrados. Guevara afirmou que as perspectivas de investimento e inovação dependem, entre outros fatores, de os governos facilitarem as viagens, fortalecerem a conectividade, desenvolverem talentos e promoverem um crescimento sustentável.
Malta propõe crescer em valor, não apenas em volume
O anfitrião também destacou como o sucesso do turismo é medido. Carlo Micallef, CEO da Autoridade de Turismo de Malta, afirmou que o objetivo do destino não é apenas receber mais visitantes, mas gerar maior valor econômico, social e ambiental. O WTTC estima que as viagens e o turismo contribuirão com US$ 4,9 bilhões para a economia maltesa em 2026, o equivalente a 16,9% do PIB do país.
Por sua vez, o presidente da autoridade de turismo, Charles Mangion, observou que o turismo não deve ser avaliado apenas pelo número de visitantes ou pelos resultados econômicos e destacou a importância da colaboração entre governos, empresas, investidores e comunidades.
Uma agenda para decisões empresariais e públicas
A cúpula reuniu representantes do setor privado e autoridades governamentais para debater como responder à disrupção tecnológica, às mudanças geopolíticas e à transformação da demanda. Para as empresas, esses temas estão ligados a decisões sobre investimento, tecnologia, conectividade e desenvolvimento de destinos; as sessões propuseram debates e prioridades, não resultados garantidos.
O presidente do WTTC, Manfredi Lefebvre, explicou que Malta foi escolhida entre 21 países candidatos e destacou seu patrimônio e sua localização entre a Europa e a África. A cúpula terminou em 9 de outubro. A cobertura disponível informou que o encontro buscava promover parcerias e conversas sobre o futuro do turismo, sem antecipar quais acordos ou investimentos seriam concretizados.