A startup chilena Reuse fechou uma rodada Série A de US$21 milhões, liderada pela At One Ventures, para fortalecer sua plataforma e suas operações e acelerar sua expansão na América Latina. Seu próximo mercado será a Colômbia, onde prevê levar o modelo de troca e recondicionamento de dispositivos que já opera no Chile, no México e no Peru.
Também participaram da rodada a Coppel Ventures, a ALIVE Ventures e a Endeavor Catalyst, além de investidores existentes, como a IGNIA Partners e a Dalus Capital, segundo as coberturas disponíveis. A Reuse destinará os recursos à ampliação de seus programas de trade-in e dos canais para captar aparelhos, ao desenvolvimento de serviços associados — entre eles, seguros e financiamento — e à exploração de novas categorias de eletrônicos de consumo.
Um modelo que integra lojas e recondicionamento
Em um programa de trade-in, o cliente entrega um dispositivo usado ao comprar outro. A Reuse opera o processo junto com marcas, varejistas e operadoras: recebe o aparelho, faz o diagnóstico, determina seu valor, recondiciona-o e volta a comercializá-lo. A empresa também oferece aparelhos recondicionados com garantia.
A Reuse afirma contar com mais de 50 programas ativos em mais de 700 lojas e trabalhar com empresas como Samsung, Falabella, Coppel e Claro. A empresa informa ter capacidade para recondicionar mais de 200.000 dispositivos por ano. Esses números descrevem a escala atual comunicada pela empresa e pelas coberturas; não garantem o alcance que terá na Colômbia.
Colômbia, próxima etapa da expansão
A entrada no país ampliaria para quatro o número de mercados latino-americanos da Reuse. José Tomás Ulloa, cofundador e co-CEO, classificou a Colômbia como o próximo passo natural e afirmou que a empresa chega com um modelo testado em seus três mercados atuais. A empresa prevê implementar ali sua plataforma para gerenciar os aparelhos desde a cotação até a revenda.
María Pía Morante, sócia da ALIVE Ventures, disse que vê uma oportunidade de ampliar o acesso à tecnologia e desenvolver um mercado secundário mais formal e eficiente. Trata-se da avaliação de uma investidora sobre o potencial do mercado, não de um resultado garantido.
Receitas reportadas e metas sujeitas à execução
A Reuse encerrou 2025 com receitas de US$30 milhões, segundo os dados atribuídos à empresa nas coberturas. Também foi informado que operava com EBITDA positivo. Para 2026, a empresa projeta alcançar US$60 milhões em receitas, o que significaria duplicar o número de 2025 caso cumpra essa meta. Trata-se de uma previsão empresarial, não de um resultado confirmado.
A rodada busca financiar o crescimento e ampliar a operação, mas as fontes não detalham que proporção do capital será destinada a cada iniciativa nem estabelecem um cronograma concreto para todos os planos. Por isso, o avanço da expansão na Colômbia e o cumprimento das metas dependerão da execução da empresa e das condições de seus mercados.